A obesidade é uma doença crônica, progressiva e recidivante. Essa afirmação, aparentemente simples, carrega implicações profundas que ainda não foram completamente absorvidas pela sociedade — e, surpreendentemente, por muitos profissionais de saúde. Durante décadas, o paradigma vigente reduziu a regulação do peso corporal a uma equação simplista: calorias que entram versus calorias que saem. A solução proposta? “Feche a boca e faça exercício.”
Essa abordagem ignora um fato biológico inescapável: o corpo humano possui sistemas de defesa sofisticados contra a perda de peso.
O Mito do “Fechar a Boca”: Entendendo o Set-Point
O Sistema de Defesa Biológica
Quando restringimos calorias, o organismo interpreta isso como uma ameaça à sobrevivência. O hipotálamo — nosso termostato metabólico — ativa uma cascata de respostas adaptativas:
| Resposta | Mecanismo | Consequência Clínica |
|---|---|---|
| ↓ Taxa Metabólica Basal | Redução de T3 e T4 | Queima menos calorias em repouso |
| ↑ Grelina (hormônio da fome) | Sinalização gástrica | Fome intensa e persistente |
| ↓ Leptina (hormônio da saciedade) | Redução do tecido adiposo | Menor sensação de saciedade |
| ↓ Termogênese adaptativa | Economia energética | Menor gasto calórico em atividades |
| ↑ Eficiência muscular | Otimização biomecânica | Mesmo exercício gasta menos energia |
Este fenômeno, conhecido como set-point ou “ponto de ajuste”, explica por que 80-95% das pessoas que perdem peso significativo através de dietas restritivas o recuperam dentro de 2-5 anos [1]. O corpo “lembra” do peso anterior e trabalha ativamente para restaurá-lo.
Insight Clínico: A teoria do set-point não é uma desculpa para a inação, mas sim a base científica para entendermos por que o tratamento farmacológico crônico é frequentemente necessário — assim como tratamos hipertensão e diabetes com medicamentos de uso contínuo.
A Chegada dos Agonistas Incretínicos: Uma Mudança de Paradigma
GLP-1: O Hormônio da Saciedade
O GLP-1 (Glucagon-Like Peptide-1) é um hormônio incretínico secretado pelas células L do intestino delgado em resposta à ingestão alimentar. Sua meia-vida endógena é de apenas 2-3 minutos devido à degradação pela enzima DPP-4.
Os agonistas do receptor GLP-1 são análogos sintéticos resistentes à DPP-4, permitindo efeitos farmacológicos sustentados que mimetizam e amplificam a ação do hormônio natural.
GIP: O Parceiro Esquecido
O GIP (Glucose-dependent Insulinotropic Polypeptide), anteriormente conhecido como “Gastric Inhibitory Polypeptide”, é secretado pelas células K do duodeno e jejuno proximal. Por décadas, foi considerado um hormônio de menor importância metabólica — um equívoco que a ciência recente corrigiu.
| Característica | GLP-1 | GIP |
|---|---|---|
| Células secretoras | Células L (íleo, cólon) | Células K (duodeno, jejuno) |
| Pico de secreção | 30-60 min pós-prandial | 15-30 min pós-prandial |
| Efeito insulinotrópico | ↑↑ (glicose-dependente) | ↑↑ (glicose-dependente) |
| Efeito no glucagon | ↓ Suprime | ↑ ou ↓ (contexto-dependente) |
| Receptores no SNC | Hipotálamo, tronco cerebral | Hipotálamo, hipocampo |
| Efeito no tecido adiposo | Mínimo | Lipogênese e captação de lipídios |
Por que o GIP é importante?
A ativação conjunta dos receptores GLP-1 e GIP produz efeitos sinérgicos que vão além da simples soma:
- Potencialização da saciedade: Diferentes populações neuronais no hipotálamo são ativadas
- Melhora do metabolismo lipídico: O GIP aumenta a captação de triglicerídeos pelo tecido adiposo, reduzindo lipotoxicidade
- Efeitos termogênicos: Ativação de tecido adiposo marrom
- Neuroproteção: Receptores GIPR no hipocampo sugerem papel na cognição
A Evolução: De Mono a Triplo Agonistas
| Geração | Mecanismo | Exemplos | Perda de Peso Máxima |
|---|---|---|---|
| 1ª Geração | Agonista GLP-1R | Liraglutida, Semaglutida | ~15% |
| 2ª Geração | Agonista duplo GLP-1R/GIPR | Tirzepatida | ~21% |
| 3ª Geração | Agonista triplo GLP-1R/GIPR/GCGR | Retatrutida | ~24% |
A adição do receptor de glucagon (GCGR) na 3ª geração confere um componente termogênico adicional, aumentando o gasto energético basal — um mecanismo que complementa a redução da ingestão calórica.
Mecanismo de Ação Multimodal
1. Sistema Nervoso Central: O Núcleo Arqueado do Hipotálamo
O núcleo arqueado (ARC) é o centro regulador do balanço energético. Contém duas populações neuronais antagônicas:
- Neurônios POMC/CART: Anorexígenos (reduzem apetite)
- Neurônios NPY/AgRP: Orexígenos (aumentam apetite)
Os agonistas GLP-1 atravessam a barreira hematoencefálica e ligam-se a receptores no núcleo arqueado, produzindo:
| Efeito | Mecanismo | Resultado |
|---|---|---|
| ↑ Ativação POMC | Estimulação direta | Saciedade e redução do apetite |
| ↑ Liberação de α-MSH | Cascata downstream | Sinalização de plenitude |
| ↓ Ativação NPY/AgRP | Inibição neuronal | Redução da fome |
2. Trato Gastrointestinal: Esvaziamento Gástrico Retardado
Os GLP-1 agonistas reduzem significativamente a velocidade de esvaziamento gástrico, através de:
- Relaxamento do fundo gástrico
- Inibição da motilidade antral
- Modulação do nervo vago
Esse retardo prolonga a distensão gástrica, gerando sinais mecânicos de saciedade que são interpretados pelo cérebro como “estômago cheio” por períodos mais longos.
🧠 O Conceito de “Food Noise” (Ruído de Comida)
Um dos efeitos mais transformadores relatados por pacientes em uso de agonistas GLP-1 é a redução do “Food Noise” — o pensamento obsessivo e constante sobre comida que não tem relação com fome fisiológica real.
Este fenômeno representa o silenciamento da sinalização hedônica que emana do sistema mesolímbico de recompensa. Os receptores GLP-1 no núcleo accumbens e na área tegmental ventral (VTA) modulam a liberação de dopamina, reduzindo:
- Pensamentos intrusivos sobre comida
- Compulsão por alimentos ultra-processados
- Comer emocional e por estresse
- Comportamento de “food seeking”
Para muitos pacientes, pela primeira vez na vida, a comida deixa de ser uma obsessão e passa a ser simplesmente… comida.
Dados Clínicos: Uma Análise Comparativa
Tabela Comparativa: Evolução dos Agonistas Incretínicos
Os estudos pivotais fornecem dados robustos para comparação entre os principais agentes, demonstrando a evolução progressiva da eficácia:
| Parâmetro | Liraglutida 3.0mg (SCALE) | Semaglutida 2.4mg (STEP-1) | Tirzepatida 15mg (SURMOUNT-1) | Retatrutida 12mg (TRIUMPH-2) |
|---|---|---|---|---|
| Posologia | Subcutâneo diário | Subcutâneo semanal | Subcutâneo semanal | Subcutâneo semanal |
| Mecanismo | Agonista GLP-1R | Agonista GLP-1R | Agonista duplo GLP-1R/GIPR | Agonista triplo GLP-1R/GIPR/GCGR |
| Perda de peso média (%) | -8.0% | -14.9% | -20.9% | -24.2% |
| % pacientes com ≥5% perda | 63.2% | 86.4% | 91.0% | 93.4% |
| % pacientes com ≥10% perda | 33.1% | 69.1% | 79.0% | 87.0% |
| % pacientes com ≥20% perda | ~6% | 32.0% | 56.0% | 71.0% |
| Duração do estudo | 56 semanas | 68 semanas | 72 semanas | 48 semanas |
| Referência | [2] | [3] | [4] | [11] |
Estudo STEP-1: Semaglutida 2.4mg
O programa STEP (Semaglutide Treatment Effect in People with obesity) demonstrou que a semaglutida 2.4mg subcutânea semanal produziu perda de peso média de 14.9% versus 2.4% com placebo (diferença de 12.5 pontos percentuais) [3].
Desfechos secundários notáveis:
- Melhora de parâmetros cardiometabólicos (HbA1c, PA, lipídios)
- Redução de circunferência abdominal
- Melhora da qualidade de vida (SF-36)
Estudo SURMOUNT-1: Tirzepatida
A tirzepatida, primeiro agonista duplo GLP-1/GIP aprovado, demonstrou resultados sem precedentes no tratamento farmacológico da obesidade [4]:
- Perda de peso média: 20.9% (dose de 15mg)
- 56% dos participantes perderam ≥20% do peso corporal
- Maior proporção de pacientes atingindo metas de perda de peso quando comparado a qualquer outro tratamento farmacológico disponível
A ação dupla sobre os receptores GLP-1 e GIP parece conferir efeitos aditivos na regulação do apetite e do metabolismo energético.
Estudo TRIUMPH-2: Retatrutida — O Triplo Agonista
A retatrutida representa a próxima fronteira no tratamento da obesidade. Como primeiro agonista triplo (GLP-1/GIP/Glucagon) em desenvolvimento avançado, os resultados do programa TRIUMPH são extraordinários [11]:
| Parâmetro | Retatrutida 12mg | Contexto |
|---|---|---|
| Perda de peso média | -24.2% | A maior já registrada em estudos de Fase 2/3 |
| % com ≥20% perda | 71% | Aproximando-se de resultados cirúrgicos |
| % com ≥25% perda | 54% | Mais da metade dos pacientes |
O Papel do Receptor de Glucagon
A adição do agonismo ao receptor de glucagon (GCGR) confere mecanismos únicos:
| Mecanismo GCGR | Efeito Metabólico |
|---|---|
| ↑ Lipólise hepática | Mobilização de gordura visceral |
| ↑ Termogênese | Aumento do gasto energético basal |
| ↑ Cetogênese | Flexibilidade metabólica |
| ↓ Lipogênese hepática | Redução de esteatose |
Ponto crucial: Diferentemente dos agonistas GLP-1 puros que reduzem principalmente a ingestão calórica, a retatrutida atua em ambos os lados da equação energética — reduzindo a ingestão E aumentando o gasto. Isso pode explicar a magnitude sem precedentes da perda de peso.
Perfil de Segurança
Os efeitos adversos são semelhantes aos demais agonistas incretínicos (náusea, vômito, diarreia), com a maioria sendo transitória e dose-dependente. Estudos de Fase 3 estão em andamento para estabelecer o perfil de segurança a longo prazo.
Efeitos Pleiotrópicos: Além da Balança
Uma das descobertas mais significativas na medicina metabólica recente é que os benefícios dos agonistas GLP-1 transcendem a perda de peso. Os efeitos pleiotrópicos cardiovasculares e renais representam uma mudança de paradigma no tratamento da obesidade.
❤️ Estudo SELECT: A Revolução Cardiovascular
O estudo SELECT (Semaglutide Effects on Cardiovascular Outcomes in People with Overweight or Obesity) é um marco histórico na medicina metabólica [5].
Design: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo
População: 17.604 pacientes com sobrepeso/obesidade e doença cardiovascular estabelecida, sem diabetes
Intervenção: Semaglutida 2.4mg subcutânea semanal vs. placebo
Seguimento médio: 40 meses
Resultado Primário (MACE 3-pontos):
Desfecho Semaglutida Placebo Redução de Risco Morte CV + IAM não-fatal + AVC não-fatal 6.5% 8.0% ↓ 20% (HR 0.80; IC95% 0.72-0.90) Significado clínico: Esta é a primeira demonstração de que um medicamento para obesidade reduz eventos cardiovasculares maiores em pacientes sem diabetes. O benefício cardiovascular foi observado de forma consistente em todos os subgrupos analisados.
Número Necessário para Tratar (NNT): Aproximadamente 67 pacientes tratados por 3 anos para prevenir 1 evento cardiovascular maior.
Proteção Renal: O Estudo FLOW
O estudo FLOW avaliou os efeitos da semaglutida na progressão da doença renal crônica em pacientes com diabetes tipo 2 [6].
Resultados principais:
- ↓ 24% no risco do desfecho renal composto (progressão para ESRD, ↓ 50% TFG, morte renal ou cardiovascular)
- Redução significativa da albuminúria
- Benefício observado independentemente do controle glicêmico
Estes achados sugerem que os agonistas GLP-1 possuem efeitos nefroprotetores diretos, possivelmente mediados por:
- Redução da inflamação glomerular
- Melhora da função endotelial
- Redução do estresse oxidativo
- Efeitos hemodinâmicos intrarrenais
A Questão Central: Perda de Peso ou Efeito Direto?
Uma análise importante do estudo SELECT demonstrou que os benefícios cardiovasculares foram parcialmente independentes da magnitude da perda de peso [5]. Isso sugere mecanismos diretos, incluindo:
| Mecanismo Proposto | Evidência |
|---|---|
| Efeito anti-inflamatório | ↓ PCR (Proteína C-Reativa), ↓ IL-6 |
| Melhora da função endotelial | ↑ vasodilatação mediada por fluxo |
| Redução da agregação plaquetária | Estudos in vitro e ex vivo |
| Estabilização de placa aterosclerótica | Estudos de imagem (IVUS) |
| Redução da lipotoxicidade cardíaca | ↓ deposição ectópica de gordura |
Manejo de Riscos: A Questão da Sarcopenia
O Problema da Perda de Massa Magra
Um aspecto crítico, frequentemente subestimado, é que toda perda de peso substancial resulta em perda de massa magra, não apenas de gordura. Com os agonistas GLP-1, estudos mostram que aproximadamente 25-40% do peso perdido pode vir de massa magra [7].
Isso é clinicamente relevante porque:
| Consequência | Impacto |
|---|---|
| ↓ Taxa Metabólica Basal | Facilita reganho de peso |
| ↓ Força muscular | Comprometimento funcional |
| ↓ Qualidade óssea | Maior risco de fraturas |
| ↓ Reserva metabólica | Menor resiliência a doenças |
Em pacientes idosos ou com sarcopenia prévia, a perda adicional de massa muscular pode ser especialmente deletéria.
Estratégias de Mitigação: Proteína e Musculação
⚠️ A prescrição de agonistas GLP-1 SEM orientação nutricional e de exercício resistido é incompleta e potencialmente prejudicial.
1. Ingestão Proteica Otimizada
| Parâmetro | Recomendação |
|---|---|
| Meta diária | 1.2-1.6 g/kg de peso corporal/dia (mínimo) |
| Ideal durante perda de peso | 1.6-2.2 g/kg/dia |
| Distribuição | 25-40g por refeição, 3-4x/dia |
| Leucina por refeição | ≥2.5g (threshold para síntese proteica) |
| Fontes prioritárias | Proteínas de alto valor biológico (carnes, ovos, laticínios, whey) |
Desafio clínico: Pacientes em uso de GLP-1 frequentemente relatam saciedade extrema e redução do apetite, dificultando o consumo adequado de proteínas. Estratégias incluem:
- Priorizar proteína no início das refeições
- Usar suplementos proteicos de alta densidade (whey isolado)
- Fracionar ainda mais as refeições
- Monitorar ingestão com diário alimentar
2. Treinamento Resistido Estruturado
| Parâmetro | Recomendação |
|---|---|
| Frequência | 2-4x/semana (mínimo 2x) |
| Volume | 10-20 séries/grupo muscular/semana |
| Intensidade | 60-85% de 1RM |
| Progressão | Sobrecarga progressiva obrigatória |
| Prioridade | Movimentos compostos (agachamento, supino, remada, levantamento terra) |
A combinação de alta ingestão proteica + treino resistido pode reduzir a proporção de massa magra perdida para aproximadamente 15-20% do peso total perdido, preservando função muscular e taxa metabólica [8].
O Paradigma do Tratamento Crônico
Obesidade: Uma Doença Crônica Requer Tratamento Crônico
Assim como não esperamos que um paciente hipertenso mantenha sua pressão controlada após suspender o anti-hipertensivo, ou que um diabético mantenha sua glicemia após parar a metformina, não devemos esperar que a obesidade permaneça em remissão após a suspensão da terapia farmacológica.
Os estudos de descontinuação são claros:
| Estudo | Droga | Seguimento pós-suspensão | Reganho de peso |
|---|---|---|---|
| STEP-4 | Semaglutida | 1 ano | Recuperou ~2/3 do peso perdido [9] |
| SURMOUNT-4 | Tirzepatida | 1 ano | Recuperou ~50% do peso perdido [10] |
Isso não representa uma “falha” do tratamento, mas sim a natureza biológica da doença. O set-point permanece, e os sistemas de defesa contra a perda de peso se reativam quando a medicação é suspensa.
Implicações Práticas
- Discussão prévia: O paciente deve compreender que inicia um tratamento de longo prazo, possivelmente para a vida
- Expectativa realista: O objetivo é controle da doença, não cura
- Abordagem multidisciplinar: Medicação isolada é insuficiente — integrar nutrição, exercício e suporte comportamental
- Monitoramento contínuo: Acompanhamento regular de composição corporal, não apenas peso
Considerações Finais
Os agonistas incretínicos — desde os mono-agonistas GLP-1 até os triplo-agonistas como a retatrutida — representam a maior revolução no tratamento da obesidade desde o reconhecimento desta condição como doença. Pela primeira vez, dispomos de ferramentas farmacológicas capazes de:
✅ Produzir perda de peso clinicamente significativa (15-24%)
✅ Reduzir eventos cardiovasculares maiores (SELECT: -20% MACE)
✅ Conferir proteção renal (FLOW)
✅ Silenciar o “Food Noise” e restaurar a relação saudável com a alimentação
✅ Atuar em múltiplas vias metabólicas simultaneamente (GLP-1 + GIP + Glucagon)
No entanto, o entusiasmo deve ser temperado com responsabilidade clínica:
⚠️ A preservação da massa magra através de proteína adequada e treinamento resistido é não-negociável
⚠️ O tratamento é crônico — a suspensão leva ao reganho de peso
⚠️ A abordagem deve ser multidisciplinar — medicação isolada é insuficiente
A medicina metabólica entrou em uma nova era. Cabe a nós, como profissionais de saúde, utilizarmos estas ferramentas de forma responsável, baseada em evidências e centrada no paciente.
Referências
-
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Pi-Sunyer X, Astrup A, Fujioka K, et al. A Randomized, Controlled Trial of 3.0 mg of Liraglutide in Weight Management. N Engl J Med. 2015;373(1):11-22. Disponível em: Ler no NEJM.
-
Wilding JPH, Batterham RL, Calanna S, et al. Once-Weekly Semaglutide in Adults with Overweight or Obesity. N Engl J Med. 2021;384(11):989-1002. Disponível em: Ler no NEJM.
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Jastreboff AM, Aronne LJ, Ahmad NN, et al. Tirzepatide Once Weekly for the Treatment of Obesity. N Engl J Med. 2022;387(3):205-216. Disponível em: Ler no NEJM.
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Lincoff AM, Brown-Frandsen K, Colhoun HM, et al. Semaglutide and Cardiovascular Outcomes in Obesity without Diabetes. N Engl J Med. 2023;389(24):2221-2232. Disponível em: Ler no NEJM.
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Perkovic V, Tuttle KR, Rossing P, et al. Effects of Semaglutide on Chronic Kidney Disease in Patients with Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2024;391(2):109-121. Disponível em: Ler no NEJM.
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Wilding JPH, Batterham RL, Davies M, et al. Weight regain and cardiometabolic effects after withdrawal of semaglutide: The STEP 1 trial extension. Diabetes Obes Metab. 2022;24(8):1553-1564. Disponível em: Ver no PubMed.
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Cava E, Yeat NC, Mittendorfer B. Preserving Healthy Muscle during Weight Loss. Adv Nutr. 2017;8(3):511-519. Disponível em: Ver no PubMed.
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Rubino D, Abrahamsson N, Davies M, et al. Effect of Continued Weekly Subcutaneous Semaglutide vs Placebo on Weight Loss Maintenance in Adults With Overweight or Obesity: The STEP 4 Randomized Clinical Trial. JAMA. 2021;325(14):1414-1425. Disponível em: Ler no JAMA.
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Aronne LJ, Sattar N, Horn DB, et al. Continued Treatment With Tirzepatide for Maintenance of Weight Reduction in Adults With Obesity: The SURMOUNT-4 Randomized Clinical Trial. JAMA. 2024;331(1):38-48. Disponível em: Ler no JAMA.
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Jastreboff AM, Kaplan LM, Frías JP, et al. Triple-Hormone-Receptor Agonist Retatrutide for Obesity — A Phase 2 Trial. N Engl J Med. 2023;389(6):514-526. Disponível em: Ler no NEJM.